The Witcher 4 e sequelas: CD Projekt mantém plano de lançar a nova trilogia em apenas 6 anos
Ambição.
O CD Projekt RED tem um plano ambicioso para a próxima trilogia de The Witcher, que consiste num lançamento de três jogos num período de seis anos.
A confirmação veio do co-CEO Michał Nowakowski durante uma recente reunião com investidores, onde explicou que a mudança para o Unreal Engine 5 é a chave para esta aceleração.
Segundo Nowakowski, o facto de a tecnologia base ser partilhada entre os três jogos permitirá encurtar significativamente o tempo de produção entre sequelas.
"Estamos a usar o UE5 para The Witcher 4 há quase quatro anos e estamos muito contentes com o que alcançámos," disse o CEO. "De certa forma, sim, acredito que os jogos futuros devem ser entregues num período de tempo mais curto... o nosso plano continua a ser lançar a trilogia completa num período de seis anos, por isso sim, isso significaria que planeamos ter um tempo de desenvolvimento mais curto entre TW4 e TW5, entre TW5 e TW6 e por aí adiante."
Isto é um contraste notável com o passado do estúdio, relembremos que The Witcher 3: Wild Hunt (2015) saiu quatro anos depois de The Witcher 2.
O CD Projekt já confirmou que The Witcher 4 não será lançado em 2026. Isto aponta para 2027 como a data mais provável para o início da saga. Assumindo que é mesmo lançado em 2027, então The Witcher 5 seria lançado em 2030 e The Witcher 6 em 2033, isto se tiverem um tempo de desenvolvimento similar.
É um ritmo alucinante para o padrão atual da indústria, especialmente considerando que The Elder Scrolls 6 foi anunciado em 2018 e ainda está longe da estreia. No entanto, com 447 pessoas a trabalhar atualmente em The Witcher 4 (a maior equipa do estúdio), a produção está em velocidade de cruzeiro.
Também não podemos esquecer o remake do primeiro The Witcher, que está a ser desenvolvido externamente pela Fool's Theory.
Uma coisa é certa: não esperem ver nada disto já. O CD Projekt já descartou a presença de The Witcher 4 nos The Game Awards deste mês. Resta-nos esperar que a ambição do estúdio não colida com a realidade do desenvolvimento de jogos.
Pedro Pestana é viciado em gaming, café e voleibol, sensivelmente nesta ordem. Podem encontrar alguns dos seus devaneios no Threads ou Bluesky.
